Casino

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No final do mandato, legal mas não ponderadamente, o anterior Executivo camarário assinou um protocolo para a instalação do espólio do gravador Bartolomeu Cid no Casino, edifício que já foi museu (sem se afirmar, diga-se, por falta de estratégia de quem o dirigia),primeiro espaço do Chão de Oliva (e onde nasceu a primeira companhia de teatro profissional de Sintra), escola preparatória e repartição de finanças, mas nunca casino.

Nada me move contra o artista – foi mesmo por indicação de um dos meus mestres, era então eu um jovem estudante de Belas-Artes, Ângelo de Sousa, a minha primeira referência na gravura -, mas não estou convencido que a instalação do espólio deste gravador de prestígio internacional, seja a melhor opção na actual gestão dos espaços municipais, assim como na dinâmica da oferta artística daquela zona da Estefânia.

Actualmente, Sintra precisa de um espaço de gestão partilhada, município/agentes culturais com provas de gestão e programação dadas, que permita a disponibilização de salas para conferências e congressos, assim como de salas para ensaios, apresentação de pequenos espectáculos de artes performativas e exposições de artes plásticas, prioritariamente destinadas aos jovens criadores. A articulação da oferta dos espaços instalados nesta zona, de que a Vila Alda não pode ser excluída, ajudará a potenciar a dinamização da oferta artística, na diversidade vertical e horizontal: em rede, intransigente com a vulgaridade e a mediocridade, mas sem preconceitos elitistas.

João de Mello Alvim

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